Nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou os primeiros casos de Greening (Huanglongbing – HLB) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. As plantas com sintomas da doença foram identificadas em um pomar doméstico localizado no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação foi realizada após análises em laboratório da rede do Ministério.
Equipes do Mapa e da Seapi-RS estão mobilizadas na região para monitorar áreas próximas ao local da ocorrência e adotar as medidas fitossanitárias necessárias para evitar a disseminação da doença. O Greening não oferece risco à saúde humana. Seus impactos estão relacionados à produção citrícola, causando deformação dos frutos, redução da qualidade e diminuição da produtividade das plantas.
Como envolve os citros, uma das principais culturas de Montenegro e região, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural está atenta à evolução dos casos e segue com os programas preventivos e de monitoramento nas propriedades. O secretário Vlademir Ramos Ganzaga explica que equipes da Prefeitura trabalham com “armadilhas” em pomares para detecção do psilídeo, inseto vetor do Greening.
“Estamos atentos há alguns anos, prevenindo o Greening. A notícia não é boa, mas confiamos na competência dos órgãos estaduais e federais para evitar novos contágios”, afirma Gonzaga.
O Greening é considerado uma das doenças mais severas da citricultura mundial. A enfermidade afeta todas as espécies de citros e, até o momento, não possui tratamento eficaz para plantas infectadas. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos pequenos, deformados e com sabor amargo, além da redução da produtividade e da morte de plantas como laranjeiras, limoeiros e bergamoteiras.
Para conter o avanço da doença, é necessária a destruição total dos pomares contaminados, o que torna a preocupação ainda maior para os citricultores.